quarta-feira, 15 de abril de 2009

I am sailing, I am saaaailing, home again, across the sea…

Aprendi essa musica na quinta série e nunca tinha tido a oportunidade de usar... ei-la! Rs
Como eu dizia no último post, embarquei sem grandes pretensões, torcendo pra não afundar. Nos primeiros dias, eu que nem sou muito crica não parava de encontrar outras coisas para implicar, como rasgos nas toalhas de banho e furinhos de cigarro no edredom, além de garçons aparentando estar meio atrapalhados com o serviço. Conversa daqui, conversa dali, fomos descobrindo os porquês das coisas: o navio levava em sua tripulação ¾ de funcionários do Mistral e ¼ de funcionários Costa – o primeiro grupo descontente porque antes o navio faria a travessia sem passageiros (então não teria que trabalhar) e o segundo descontente porque o restante da tripulação do Romântica estava na Itália durante os reparos do navio, sem trabalhar e fazendo festa todo dia. Resultado: eles estavam desmotivados, um grupo meio de mal com o outro, e o serviço ficando abaixo do esperado.
Depois de alguns dias, começaram a se entrosar entre si e com os passageiros (80% velhinhos, 15% em casaizinhos em lua-de-mel, 3,5% famílias e 1,5% jovens) e o serviço finalmente entrou nos eixos! O primeiro e o segundo maitre eram muito simpáticos e sempre faziam o possível para que tudo estivesse em ordem, os garçons, garçonetes e o nosso camareiro eram super do bem e estavam a postos para o que fosse preciso; depois de alguns dias, finalmente nos mudaram de cabine para uma um pouco mais para o centro (ainda que não tão central como a que havíamos escolhido, mas como uma localização melhor – a única perda foi nosso super-camareiro, um indianinho de 1,60m que fazia a arrumação mais impecável e os melhores bichinhos de toalha que já vi!).
Dentre o 0,5% de jovens (quase todos argentinos), conseguimos consolidar um grupinho de amigos que se encontrava na piscina durante o dia e na boate durante a noite, com a trilha sonora programada por um dj que conseguia mesclar pérolas como “Thriler” e “Girls just wanna have fun” à música disco, axé e reggaeton, quarteto e outros ritmos latinos.
No fim, nos divertimos horrores, fosse vendo o vovozinho que passeava de roupão, conversando com os grupos de senhoras à beira da piscina ou praticando nosso espanhol meio enferrujado com os argentinos, todos muy buena onda.
As paradas, apesar de curtas, renderam passeios ótimos: andei no bondinho de Santa Teresa no Rio, subi e desci o elevador Lacerda e as ruas do Pelourinho em Salvador, fui de jangadinha às piscinas naturais no meio do mar de Maceió e me perdi pelas ruelas históricas de Recife; depois disso, vi as cores, as pessoas e a água de um mar translúcido em Mindelo (Cabo Verde), respirei ares espanhóis nas adoráveis Tenerife (linda!), Cádiz e Málaga, para enfim chegar em Savona, Itália.
Fim do cruzeiro, da boa vida, do far niente.
Pra quem esperava pouco... já tô até com saudade... quero mais!

2 comentários:

Margarida Nobre disse...

E eu aqui a ler o relato de toda essa boa vida e a ter que trabalhar...tou a morrer de inveja!
Quando sai o nosso cafézinho?

Bjs e continuação de boa viagem a agora aqui na Europa!

Bá Conti disse...

Margaridaaaa

Tento aparecer por ai em junho - o que acha?

beijo!